Lançado com o objetivo de transformar a realidade de milhares de brasileiros e democratizar o acesso à prática esportiva para pessoas com deficiência de todas as idades, o Programa Semear, do Ministério do Esporte, chegou à Região Sudeste e iniciou suas atividades neste mês. Os três primeiros núcleos do projeto foram implantados em parceria com instituições locais: o Instituto Benjamin Constant (IBC), no Rio de Janeiro; o Instituto Rio Pretense dos Cegos Trabalhadores, em São José do Rio Preto (SP); e a Associação Mariliense de Esportes Inclusivos (Amei), em Marília (SP).
“Identificamos um público que não estava sendo atendido pelos nossos programas de práticas esportivas. Com esses dados, decidimos ampliar ainda mais esse acesso. Na prática, vamos fomentar a criação de novos núcleos do Programa Semear em todo o país, para que mais pessoas com deficiência pratiquem esportes e, além de formar atletas, tenham mais qualidade de vida”, afirmou o ministro do Esporte, André Fufuca.
Com um investimento anual de R$ 220 mil para cada entidade, repassados por meio de termo de fomento e emenda parlamentar, o projeto Semear já beneficia centenas de pessoas. No Instituto Benjamin Constant, cerca de 60 crianças e jovens, entre seis e 18 anos incompletos, têm acesso gratuito a profissionais especializados, uniformes, materiais e equipamentos esportivos e pedagógicos utilizados nas atividades de goalball, natação e judô.
Em São José do Rio Preto (SP), o instituto atende atualmente 40 pessoas nas modalidades esportivas. “A prática do goalball faz toda a diferença em nossas vidas, não só na autoestima, mas também na questão física e sensorial. Nos ajuda a desenvolver uma noção mais precisa de espaço e direção, além de promover a inclusão social, pois pessoas com diferentes graus de deficiência compartilham desafios e soluções. Gratidão a todos que estão à frente desse projeto”, comemorou o jogador, Claudenir de Assis.
Outras modalidades
Já em Marília (SP), a parceria com a Amei contempla 48 pessoas com diferentes deficiências, entre seis e 18 anos. São seis turmas de oito alunos, que praticam três modalidades: tênis de mesa, vôlei e badminton. O projeto amplia as oportunidades esportivas oferecidas pela Amei, proporcionando aos participantes a vivência em novas modalidades paradesportivas.
Para o secretário nacional de Paradesporto, Fábio Araújo, o Semear representa um avanço essencial na democratização do paradesporto no Brasil. “É uma oportunidade real de transformar vidas. A cada núcleo que implantamos, estamos abrindo caminhos para que mais pessoas com deficiência tenham acesso ao esporte, ao convívio social e a novas possibilidades. Estamos semeando um futuro mais inclusivo e cheio de oportunidades”, afirmou.
O gestor da Amei, Levi Carrion, também celebrou a iniciativa: “Estamos muito felizes com a chegada do Projeto Semear. Sabemos o impacto que ele terá na vida das pessoas. O esporte é uma ferramenta poderosa para melhorar a qualidade de vida. Ele desperta o senso de pertencimento, resgata a autoestima e contribui para o desenvolvimento físico, psicológico e social”.
Participação feminina
O programa do Ministério do Esporte estabelece que, sempre que possível, 50% das vagas sejam destinadas a meninas e mulheres, como forma de incentivar a participação feminina no paradesporto. “A mulher com deficiência enfrenta, além das violências às quais todas as mulheres estão suscetíveis, desafios como a vulnerabilidade arquitetônica e o capacitismo, o que a torna ainda mais vulnerável”, destacou o secretário do Ministério do Esporte.
Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte
Fonte: Ministério do Esporte