
A superintendente de Economia Criativa do Estado disse que sucesso da fronteira poderá nortear as futuras feiras que serão criadas em outras cidades.
Durante apresentação do projeto Territórios Criativos: “Fronteira + Criativa”, a superintendente de Economia Criativa da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (SETESC), Luciana Azambuja Roca, disse que a Fronteira Criativa de Ponta Porã já é um case de sucesso e poderá nortear as futuras feiras que serão criadas em outros municípios de Mato Grosso do Sul.
Luciana Azambuja participou juntamente com a equipe da Prefeitura de Ponta Porã e de outros municípios da região do workshop Conexões Criativas: “Fortalecendo a Economia Criativa em Mato Grosso do Sul” – criação de Territórios Criativos em Mato Grosso do Sul. O projeto ao qual ela se referiu como sucesso e exemplo para outros municípios, se trata da Fronteira Criativa uma feira que acontece uma vez por mês na Praça Pedro Manvailer e que foi idealizada pela equipe da Prefeitura de Ponta Porã com a coordenação da secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos.
A apresentação da Fronteira Criativa foi feita pela diretora do Núcleo de Inovação e Planejamento Estratégico (NIPE), Karine Quadros, e também pelo superintendente de Desenvolvimento Integrado, João Caetano. Desde a primeira edição em 2023 já foram contabilizadas a participação de 1.700 expositores na Fronteira Criativa, com 170 horas de programação cultural. A feira que no nos primeiros meses registrava uma movimentação financeira por dia de cerca de R$ 30 mil, sendo 60% no setor de gastronomia, agora em 2025 já fatura cerca de R$ 48 mil/dia com 52% no setor gastronômico e os outros 48% movimentados no artesanato, moda autoral, entre outros.
Falando em nome do governador do Estado, Eduardo Riedel, Luciana Azambuja, destacou em sua fala que o objetivo é fortalecer a indústria criativa e a produção artístico-cultural em municípios que compõem os territórios “Fronteira + Criativa”, “Pantanal + Criativo” e “Bioceânica + Criativa”, que envolvem 25 municípios sul-mato-grossenses.
O projeto lançado nesta sexta-feira em Ponta Porã, município-pólo do território “Fronteira + Criativa”, agrega numa visão econômica e cultural outros 8 municípios da região sul-fronteira: Antônio João, Laguna Caarapã, Aral Moreira, Amambai, Coronel Sapucaia; Tacuru, Paranhos e Sete Quedas.
Ela destacou a importância das parcerias institucionais com integração entre Poder Público estadual e municipal, entidades não-governamentais, iniciativa privada, instituições de ensino e sociedade civil. É essencial para o projeto visando à construção da agenda, a efetivação das parcerias e a implementação/sustentabilidade do projeto, ressaltou o fortalecimento Cultural e Territorial com a valorização e preservação das tradições locais e dos costumes territoriais, desenvolvimento do pensamento artístico, das habilidades e da inteligência criativa, por meio da arte-educação e da conscientização de jovens estudantes.

Outro ponto evidenciado pela superintendente foi o desenvolvimento econômico, visando a criação de novas oportunidades de trabalho e de negócios para artistas e empreendedores, geração de renda, fortalecimento do turismo, fomento aos pequenos negócios e ao comércio local, assim como a capacitação e qualificação. Através de parcerias com o Sistema S (Sesi, Senai, Senac, Sesc e Sebrae), para capacitar os criativos para que possam desempenhar as atividades com eficácia e com as competências necessárias, melhorando a visibilidade da marca, aumentando as vendas e qualificando a mão-de-obra local para as atividades e serviços criativos e culturais. “Vamos atuar em quatro eixos: parceria institucional, fortalecimento cultural, desenvolvimento econômico, capacitação e qualificação”, afirmou Luciana.
Segundo a superintendente do Estado, Ponta Porã hoje é um modelo de que é preciso investir na economia criativa. “A criatividade tem o poder de transformar realidades, estimular o desenvolvimento econômico e revitalizar comunidades inteiras. A nossa busca deve ser pelas soluções coletivas para os problemas urbanos que existem atualmente, temos que ressignificar espaços dando à população acesso a cultura e de vivenciar a arte. Isso está previsto na Constituição Federal e precisamos somar forças para avançar com o projeto”, ressaltou.
Com relação a qualificação, Luciana disse que serão realizadas duas oficinas de capacitações em Ponta Porã visando aprimorar habilidades potencializando competências criativas. De abril a julho, as oficinas vão capacitar para organização de palcos e camarins e para fotografias de redes sociais. “Em julho, em Ponta Porã, estaremos juntos para realizar a Feira Cultural e Criativa – Criatividade em Ação: onde há talento, há oportunidade”, destacou ressaltando que os cursos serão oferecidos através do programa MS Qualifica Economia Criativa. Outra informação é que nos dias 9 e 10 de outubro deste ano será realizado um grande encontro com os representantes dos 25 municípios que participam do projeto durante a Bienal do Livro, em Campo Grande.
No final do encontro, todos os presentes foram convidados para fazer uma visita técnica à feira “Fronteira Criativa”, que é um mercado criativo, com espaço gastronômico e apresentações culturais na Praça Pedro Manvailler (ao lado da Prefeitura Municipal de Ponta Porã), com programação das 18h às 22h.
Fonte: Divulgação