Bancos comunitários, tecelãs, costureiras, apicultores e muitos outros integrantes do Conselho Nacional de Economia Solidária foram recebidos, nesta terça-feira, 1º, no Palácio do Planalto, pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo, e apresentaram demandas relativas à economia solidária. O secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Gilberto Carvalho, também acompanhou a reunião.
Treze representantes do Conselho apresentaram propostas de cada área de atuação. As reivindicações apresentadas ao governo federal foram desde a ampliação do orçamento da Secretaria Nacional de Economia Solidária até o incentivo para participação da economia solidária na COP 30.
“Nós estamos em todos os setores produtivos e o que nos diferencia é essa questão do trabalho coletivo, o respeito que temos uns com os outros, especialmente lá na base”, explicou Geni Dias, conselheira vinda do Rio Grande do Sul. Ela destacou ainda a preocupação ambiental de quem atua na economia solidária.
“A gente dá um grande exemplo de cuidado ambiental com cooperativas que fazem reciclagem do óleo produzindo sabão, com a produção de algodão ecológico e a confecção de peças de roupa de cama com ele, produção de biscoitos com frutas da agroecologia e, mesmo assim, os nossos empreendimentos são os que mais sofrem com os impactos ambientais como as secas e as enchentes”, disse.
“Hoje é um dia muito feliz para a Economia Solidária. Hoje é o dia em que vocês estão pisando onde vocês, nós, sempre deveríamos pisar. Essa casa é uma casa de vocês. O ministro Márcio, além de ser ministro da Secretaria-Geral, e ter essa função de dialogar com a sociedade civil e com os movimentos sociais, ele tem uma presença muito forte junto ao presidente Lula, então, falar com ele é também falar com o presidente” afirmou Gilberto Carvalho.
O ministro Márcio Macêdo fez questão de responder a cada uma das demandas apresentadas, ressaltando que o papel da Secretaria-Geral é fortalecer a economia solidária e que a SG é o endereço da sociedade civil no governo federal. “Depois de seis anos, sem o povo pisar os pés no Palácio do Planalto, nós que viemos da classe trabalhadora, porque todos nós aqui temos origem na classe trabalhadora, no povo mais humilde desse país, hoje vocês estão sendo recebidos aqui. Sejam todos muito bem-vindos”, exaltou Macêdo, ao receber os conselheiros.
ECONOMIA SOLIDÁRIA – A Economia Solidária é um modelo socioeconômico baseado na cooperação, autogestão e justiça social, reunindo empreendimentos como cooperativas, associações e grupos produtivos que priorizam o trabalho coletivo e a distribuição equitativa dos resultados.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Economia Solidária (SENAES), o segmento movimenta cerca de R$ 16 bilhões por ano, envolvendo mais de 20 mil empreendimentos formais e informais em todo o país. Essas iniciativas promovem inclusão produtiva, sustentabilidade e desenvolvimento local, destacando-se como alternativa à economia tradicional. Com raízes em princípios como democracia, solidariedade e comércio justo, o setor ganha força como vetor de transformação social e econômica, especialmente em comunidades vulneráveis.
Fonte: Secretaria-Geral