24/10/2016 06h
Agentes da Polícia Civil investigavam morte de PM quando foram atacados.
G1
Dois homens foram mortos durante confronto com policiais civis que buscavam suspeitos de terem assassinado um policial militar neste domingo (23) na Zona Portuária do Rio. A Polícia Civil, no entanto, não soube afirmar se os dois homens tiveram participação no crime.
O confronto ocorreu na Pedra do Sal, no Centro. Policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) faziam buscas no local quando dois homens armados trocaram tiros com os agentes.
Baleados, os dois homens oram levados para um hospital, mas não resistiram e morreram. Com eles foram apreendidos duas pistolas, munição e aparelhos celulares.
Os agentes da Core auxiliavam os agentes da Divisão de Homicídios que investigavam o crime cometido contra o PM e a filha dele. A criança, de 10 anos, foi baleada na perna, mas sobreviveu.
De acordo com a PM, pai e filha foram baleados dentro de uma loja na Rua Sacadura Cabral, na Saúde. Ambos foram levados para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, e depois transferidos para o Hospital Central da PM. O militar não resistiu aos ferimentos.
A PM disse, em nota, que não divulgaria o nome do policial “por respeito à família” e afirmou estar empenhada em identificar e prender os envolvidos no crime.
“É sempre com pesar que a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro recebe a notícia do falecimento de seus policiais militares. O Comando da Corporação está dedicado a prestar todo apoio à família, além de prestar as últimas homenagens a este policial. A Corporação concentrou esforços para prender os criminosos envolvidos no crime”, destacou a PM em comunicado enviado à imprensa.
De acordo com a Polícia Civil, informações preliminares colhidas no local do crime indicaram que o policial teria reagido a um assalto.
Mais de 110 PMs mortos
Nos nove primeiros meses de 2016, 114 policiais militares foram mortos no Rio de Janeiro. A maioria durante o horário de folga. Outros 556 foram baleados e sobreviveram. Os dados foram apresentados no dia 20 de outubro na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que apura as causas de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública no Estado. Os dados são da Polícia Militar.
